10 dicas para estudantes de Arquitetura e Urbanismo conquistarem o mercado de trabalho

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O site Arch Daily separou 10 orientações para que alunos de Arquitetura e Urbanismo se preparem para o mercado de trabalho, confira!

1. Amplie o seu networking

Networking é uma palavra em inglês que significa a capacidade de estabelecer uma rede de contatos ou uma conexão com algo ou com alguém. Serve como uma ferramenta de marketing pessoal, cuja eficiência dependerá de uma comunicação autêntica, de uma postura proativa e da habilidade de cultivar bons relacionamentos interpessoais.

Além disso, funciona como um sistema de colaboração mútua de compartilhamento de serviços e de informações entre indivíduos que têm interesses em comum. Por exemplo, ser informado a respeito de uma oportunidade de vaga de estágio por meio de um colega. Por isso, é importante participar de grupos de redes sociais vinculadas às áreas de interesse e também manter contato regular com as pessoas que possam contribuir com o seu desenvolvimento profissional e pessoal. Sem dúvidas, ajudar e ser ajudado é uma experiência gratificante, que resulta em parcerias benéficas para todos os envolvidos.

2. Faça trabalho voluntário

Existem inúmeras ONGs (organizações não governamentais) que propõem ações conjuntas com os voluntários e a comunidade situada no local de intervenção, visando cumprir um objetivo específico (a missão). As atividades realizadas estimulam o trabalho coletivo e a importância de exercer a cidadania. Além disso, é uma oportunidade de desenvolver suas habilidades técnicas e, ao mesmo tempo, conhecer realidades díspares e contribuir na transformação do espaço e das pessoas que ali vivem.

3. Participe de grupos de estudos

Se no seu curso existem grupos de estudos, procure frequentar as reuniões deles. Geralmente, nelas são discutidos textos sobre temas atuais e/ou pertinentes à área. Além disso, podem ser promovidas sessões de documentários ou filmes que retratam as problemáticas e realidades do universo arquitetônico. Caso ainda não tenha, organize com os colegas a criação de um grupo e peça também o apoio dos professores para que possam sugerir referências de leituras e indicação de filmes/ documentários relacionados com os conteúdos das disciplinas ministradas por eles. A troca de informações e opiniões com os colegas é uma prática que contribui diretamente na formação do senso crítico de qualquer profissional.

4. Invista em cursos complementares

Apenas frequentar as aulas da graduação não é suficiente para quem busca se destacar profissionalmente. É necessário complementar o aprendizado por meio de cursos específicos que correspondam às áreas de interesse. Existem diversas opções oferecidas pelas instituições de ensino pública e privada, dentre elas: cursos de EAD (ensino a distância), cursos técnicos profissionalizantes, cursos de curta duração e cursos de capacitação técnica.

5. Frequente eventos da área

Mantenha-se atualizado sobre o calendário de eventos da sua área de interesse (arquitetura, urbanismo, design, paisagismo e da construção civil), incluindo as feiras internacionais, fóruns, simpósios, congressos, mesas redondas, semana da arquitetura e urbanismo, encontros regionais/ nacionais/ internacionais de estudantes de arquitetura e urbanismo, etc. Dentre as opções existentes, escolha qual delas irá participar.

6. Participe de cursos na área estudantil

Participar de um concurso significa atender plenamente todas as exigências dispostas no edital, cujo trabalho será avaliado por um júri habilitado e capacitado tecnicamente. É fundamental que o projeto seja apresentado na formatação solicitada, pois qualquer não atendimento implica na sua desclassificação. Toda essa experiência é válida, mesmo que o projeto não seja premiado, já que se exige do candidato muita atenção, disciplina, trabalho em equipe e organização para que sejam cumpridas todas as etapas. Além disso, o projeto desenvolvido pode ser incluído no portfólio (ver dica 10) e também mencionado no currículo.

7. Conheça pessoalmente referências arquitetônicas

Pesquisar sobre os projetos arquitetônicos e urbanísticos que foram ou são relevantes para a sociedade permite que o estudante de arquitetura amplie seu repertório de projetos. Contudo, conhecer pessoalmente os locais de estudo é uma experiência insubstituível na formação do arquiteto urbanista. Vivenciar o lugar estimula os sentidos do corpo humano, pois é possível sentir odores, ruídos, sabores, texturas e paisagens distintas ao mesmo tempo.

Além disso, o fato de observar as pessoas interagindo com o espaço projetado proporciona uma análise crítica sobre o papel do arquiteto na tomada de decisão. Se no momento não for possível viajar, procure conhecer a história e as referências arquitetônicas de sua própria cidade ou até mesmo do seu bairro. Existem diversos lugares interessantes a serem visitados e em muitos deles os acessos são gratuitos. Ah… sempre tenha em mãos um caderno de anotações para registrar suas impressões e ideias.

8. Participe de algum programa de iniciação científica 

Participar de um programa de iniciação científica é o ponto de partida para quem tem interesse em se aprofundar em um assunto específico ou seguir carreira acadêmica. Em geral, o aluno interessado integra-se em algum grupo de pesquisa da própria instituição e desenvolve um projeto junto com o professor orientador que, por sua vez, o incentiva a participar de congressos e seminários, bem como a publicar artigos em jornais e revistas. Além disso, é possível obter bolsas de estudos na modalidade IC (iniciação científica) por meio do envio do currículo lattes e do plano de pesquisa, cuja relevância será avaliada pela comissão técnica da instituição pleiteada.

9. Faça intercâmbio

Um profissional que já participou de um programa de intercâmbio se destaca no mercado de trabalho pois a experiência adquirida está associada a uma série de desafios superados, dentre eles: lidar com a distância da família e amigos; aprender os costumes locais; adaptar-se a realidade de um novo país e, acima de tudo, comunicar-se em outra língua.

O intercambista aprende a trabalhar em equipe e tem contato com a diversidade cultural do país; faz novas amizades; promove o networking (ver dica 1); adquire novos conhecimentos, responsabilidade e independência e, por fim, pode se tornar fluente em um idioma estrangeiro. Existem diferentes programas de intercâmbio, sendo que parte deles oferece bolsas de estudo e auxílios de moradia e alimentação. É importante pesquisar minuciosamente as informações e analisá-las para definir qual destino e tempo de estadia se enquadram no seu orçamento.

10. Elabore um portfólio

O portfólio é uma espécie de “vitrine”, cujo objetivo principal é divulgar a qualidade dos projetos concluídos pelo profissional. Os estudantes que estão planejando suas carreiras devem reunir seus trabalhos realizados, tanto nas disciplinas como nas participações em concursos estudantis (ver dica 6), de maneira que o resultado do portfólio seja criativo, organizado e padronizado. É fundamental mantê-lo atualizado.

Imagem: Reprodução Internet