Brasil quer gerar energia solar em sistema flutuante

Um projeto-piloto de geração de energia solar em reservatórios de hidrelétricas no norte do país deve entrar em testes. Implementado pelo Ministério de Minas e Energia, o projeto é inspirado em modelos já implantados em países do exterior (EUA e países da Europa) e utiliza plataformas flutuantes com placas solares para gerar energia limpa.

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Aqui no Brasil, a vantagem da implantação desse tipo de sistema se dá pelos fatores climáticos e por contar com inúmeras hidrelétricas de grande porte. Na Europa, por exemplo, o mesmo sistema tem sido implantado em pequenos reservatórios de água de uso múltiplo.

O projeto deve começar pela Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, e utilizará a tecnologia dos grandes reservatórios do país. A escolha de Balbina se deu por conta de sua grande área alagada e uma reduzida geração de energia. Ao utilizar a ociosidade da estação e das linhas de transmissão de circuito duplo, o Ministério pretende gerar durante o teste os primeiros 350 megawatts (MW). O sistema pioneiro no país obterá uma resposta muito rápida em geração por estar estabelecida dentro de reservatórios, usando as subestações e linhas já existentes.

O custo para o comprador da energia solar deve ficar entre R$ 220 e R$ 250 por megawatt em função do valor dos flutuadores, segundo o ministro de Minas e Energia. Atualmente a energia fotovoltaica tem ficado nos leilões entre R$ 190 e R$ 210.

O Ministério está em diálogo com representantes da Eletronorte, subsidiária da Eletrobrás, para tratar da questão da licença ambiental para o projeto. A iniciativa também deve requerer a constituição de uma sociedade com os detentores da tecnologia utilizada na obra.

Fonte: AECeweb