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Os Vidros do Palácio de Versailles

Os Vidros do Palácio de Versailles

Uma obra atemporal que homenageia o vidro

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VIDRO CERTO

A Galeria dos Espelhos de Versalhes

Tempo de leitura: 5 minutos

Este é o primeiro post da série O Vidro construindo a História, na qual você conhecerá grandes obras arquitetônicas que fazem parte da História da humanidade e como o vidro contribuiu para a imponência da sua construção.

O Palácio

Versalhes era uma aldeia rural no século XVII, mas hoje com o crescimento de Paris, é considerada área do subúrbio de Paris. Foi o centro do poder do Antigo Regime na França graças ao seu palácio.

O Castelo de Versalhes era um simples castelo de caça construído pelo rei Luís XIII, mas passou a ser reformado e ampliado no reinado do seu sucessor, rei Luís XIV.

O projeto foi pensado pelo arquiteto Louis Le Vau para que o castelo se tornasse um centro da Corte Real, para assim centralizar também os poderes além das pessoas.

Houve quatro campanhas para construção do Palácio de Versalhes, cada uma focando em uma parte do palácio e ao término das guerras do rei.

O palácio serviu de moradia real de 1682 até a volta forçada da família real para Paris em 1789

O palácio Rural de Weston Park é um dos projetos que acreditam ser de Lady Elizabeth Wilbraham

A Galeria dos Espelhos

A Galerie des Glaces, como é conhecida em francês, tem esse nome graças a sua principal característica: ela possui 17 arcos recobertos por espelhos que refletem as 17 janelas também em arco que dão para o jardim. Cada arco contém 21 espelhos, totalizando o surpreendente montante de 357 espelhos utilizados na decoração da galeria, algo que hoje já seria um deslumbre, mas no século XVII foi revolucionário.

Essa galeria tão única não fazia parte dos planos originais da construção do palácio: inicialmente o arquiteto Louis Le Vau havia projetado um grande terraço que separava o apartamento do rei do apartamento da rainha. Mas por ser um caminho muito aberto e exposto de um apartamento a outro, na terceira campanha de construção do palácio, já sob o comando do arquiteto Jules Hardouin Mansart, a construção da Galeria dos Espelhos se apropriou de três quartos de cada apartamento e do terraço para a sua construção.

A construção da Galeria dos Espelhos se deu de 1678 a 1684 e se propôs a manter uma atmosfera que desse a sensação de natureza, pois as 17 enormes janelas permitem a entrada da luz solar e a invasão da linda paisagem dos jardins de Versalhes.

No cotidiano do palácio, a Galeria servia obviamente para passagem, mas também de sala de espera, encontros e era frequentada por cortesãos e o público visitante do palácio, mas raramente era um espaço de cerimônias.

Apesar disso, é com muito orgulho que os franceses lembram que a Galeria dos Espelhos foi o local escolhido para a assinatura do Tratado de Versalhes, aquele que oficializou o final da I Guerra Mundial.

Juntamente ao projeto da Galeria dos Espelhos, foi realizada também a construção de dois salões: o Salão da Guerra e o Salão da Paz, ambos decorados com paredes de mármore e troféus que exaltam as vitórias militares.

Os Espelhos

Um ponto importante se de ressaltar é que no século XVII, o espelho era um dos itens mais caros e Veneza tinha o seu monopólio de fabricação.

Mas, graças as suas dimensões enormes e à filosofia mercantilista que exigia que todos os objetos utilizados na decoração de Versalhes fossem fabricados na França, o vidreiro Jean-Baptiste Colbert teria contratado vários trabalhadores de Veneza para trazer a tecnologia e o conhecimento para fabricação dos espelhos na França.

Diz a lenda que Veneza não teria gostado nada disso e enviou espiões para envenenar os trabalhadores trazidos de Veneza.

Verdade ou não, sabemos que a técnica de manufatura de espelhos desenvolvida pelos trabalhadores de Colbert foi tão eficaz a França chegou a interditar as importações de espelhos venezianos!

A empresa de Colbert foi fundada por ele mesmo em 1665 sob o nome de Manufacture royale des glaces, posteriormente passou a chamar Saint-Gobain e assim é conhecida até hoje.

A Restauração

A Galeria dos Espelhos já passou por muita coisa! Parte da sua mobília já foi empenhada para financiar guerras e o espaço chegou a ser completamente abandonada durante a Revolução Francesa.

Mas a partir do século XIX passou por algumas reformas pontuais até que em 2004, sob a direção de Frédéric Didier, arquiteto responsável pelos monumentos históricos franceses, a galeria passou por uma restauração completa que pode reforçar todos os espelhos e mobiliário do espaço.

Essa restauração permitiu dar vida nova a 70% dos espelhos originais, mas 30% teve que ser trocado por espelhos de época (mas não originais) devido à ação do tempo e restauros mal realizados anteriormente.

Essa teria sido a primeira restauração completa que a galeria recebeu desde a sua inauguração em 1684.

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Grandes Mulheres da Arquitetura

Lady Elizabeth Wilbraham e Marion Mahony Griffin

Grandes Mulheres da Arquitetura

Lady Elizabeth Wilbraham e
Marion Mahony Griffin

As pioneiras da Arquitetura Feminina

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VIDRO CERTO

Tempo de leitura: 5 minutos

Lady Elizabeth Wilbraham

Lady Elizabeth Wilbraham é tradicionalmente reconhecida como uma importante patrona arquitetônica do século XVII, mas agora acredita-se que ela tenha sido uma arquiteta por seus propriós méritos. Ela poderia ser a arquiteta misteriosa por trás de 400 edifícios em toda a Grã-Bretanha, incluindo 18 igrejas de Londres atualmente atribuídas a Sir Christopher Wren?

As mulheres não podiam seguir nenhuma carreira na Grã-Bretanha do século 17, então se Wilbraham tivesse projetado qualquer um dos edifícios públicos da Grã-Bretanha, ela não poderia ter levado o crédito por eles.Uma das teorias é que Wilbraham teria nomeado arquitetos do sexo masculino para supervisionar a construção de seus edifícios. Por causa desses fatores, é muito difícil obter uma imagem verdadeira de sua possível influência ou realizações arquitetônicas.De acordo com o historiador americano John Miller, Elizabeth Wilbraham pode ter sido a tutora de Christopher Wren. Havia apenas alguns arquitetos na Grã-Bretanha na década de 1660 e é o estilo de Elizabeth Wilbraham que mais se aproxima do de Christopher Wren.Miller afirma que Wilbraham projetou 18 das 52 igrejas de Londres pelas quais Christopher Wren é creditado. As 18 igrejas em Londres compartilham uma série de características de design que podem ser encontradas nos projetos de Elizabeth Wilbraham. Esses recursos de design não aparecem em nenhum dos outros edifícios de Christopher Wren.Se Elizabeth Wilbraham foi a arquiteta misteriosa de centenas de edifícios do século XVII ou não, talvez nunca saibamos, mas ela certamente merece o título da profissão, tendo projetado a igreja restaurada em Weston Park, Shropshire.

O palácio Rural de Weston Park é um dos projetos que acreditam ser de Lady Elizabeth Wilbraham

Marion Mahony Griffin

A primeira mulher nos Estados Unidos a ser registrada como arquiteta e a principal colaboradora de Frank Lloyd Wright por mais de uma década, Marion Mahony morreu indigente em 1961, aos 90 anos. Sua certidão de óbito aponta erroneamente sua ocupação como “professora em uma escola pública”. Seu estado civil também estava incorreto. Nascida em Chicago, Marion Lucy Mahony Griffin (1871–1961) trabalhou como arquiteta nos Estados Unidos, Austrália e Índia. Sua carreira profissional ativa durou 50 anos: os primeiros anos como jovem arquiteta na virada do século Chicago (1894–1914), os anos intermediários na Austrália e na Índia (1914–1938) e os últimos anos em Chicago (1938–c1944) .

Em setembro de 1909, o aclamado arquiteto Frank Lloyd Wright ganhou as manchetes dos jornais ao deixar sua mulher e filhos e fugir para a Europa com a mulher de um dos seus clientes.Antes de sua partida, Wright procurou alguém para terminar trabalhos pendentes, mas nenhum de seus ex-funcionários estava disposto. Wright finalmente convenceu um associado da Steinway Hall, Herman Von Holst, a aceitar o trabalho. Von Holst percebeu que precisava de alguém com uma melhor compreensão dos conceitos de design de Wright para agradar aos clientes. Então ele contratou Marion Mahony para terminar os projetos.Mahony acabou trabalhando para Wright durante 14 anos, às vezes como a sua única funcionária.Marion era uma artista e desenhista excepcionalmente talentosa. Seus desenhos  foram baseados no estilo das gravuras japonesas. Os prédios apareciam cercados por uma paisagem abundante, lembrando o próprio interesse de Mahony pelo mundo natural. Ela também contribuiu com o design de interiores de diversos projetos de Wright.Graças a ela o caminho da arquitetura nos Estados Unidos e no mundo foi aberto para outras mulheres também talentosas.

Projeto Mueller em Decatur, Illinois – Projetada por Marion Mahony Griffin

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Leia também!

ZAHA HADID:
Grandes Mulheres da Arquitetura

“Sempre disseram às mulheres: ‘Você não vai conseguir’, ‘É muito complicado’, ‘Você não pode fazer isso’, ‘Nem tente, porque não vai ganhar esse concurso’. Por isso elas precisam de autoconfiança, e pessoas próximas que as ajudem a continuar.”

LINA BO BARDI:
Grandes Mulheres da Arquitetura

Considerada uma das mais proeminentes arquitetas modernistas, e sua obra é apreciada por sua simplicidade, adesão ao modernismo e profunda contemplação sobre as maneiras pelas quais a arquitetura também pode refletir o comum, o popular e o artesanal como parte intrínseca de uma cultura contemporânea.

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Grandes Mulheres da Arquitetura

Zaha Hadid

Grandes Mulheres da Arquitetura

Zaha Hadid

“Sempre disseram às mulheres: ‘Você não vai conseguir’, ‘É muito complicado’, ‘Você não pode fazer isso’, ‘Nem tente, porque não vai ganhar esse concurso’. Por isso elas precisam de autoconfiança, e pessoas próximas que as ajudem a continuar.”

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VIDRO CERTO

Tempo de leitura: 5 minutos

Zaha Hadid foi uma arquiteta iraquiana-britânica que se tornou a primeira mulher árabe a receber o prestigioso Prêmio Pritzker de Arquitetura. Conhecida por seus projetos altamente expressivos marcados por formas fluidas de múltiplos pontos de perspectiva, ela foi considerada uma pioneira dos estilos arquitetônicos contemporâneos de vanguarda. Reconhecida internacionalmente por seus designs experimentias e inovadores, ela foi a mente por trás dos projetos do Centro Aquático para as Olimpíadas de Londres 2012 e do Broad Art Museum nos Estados Unidos, entre outros.

Nascida em Bagdá em uma família rica, ela recebeu uma educação luxuosa e frequentou internatos na Inglaterra e na Suíça. Mesmo quando jovem, não havia dúvida em sua mente de que um dia seguiria uma carreira profissional. Inteligente e ambiciosa, ela estudou matemática na American University of Beirut antes de se mudar para Londres para estudar na Architectural Association School of Architecture. Ela acabou se tornando uma cidadã britânica e montou seu próprio escritório de arquitetura que provou ser muito bem-sucedido. Seus projetos alcançaram grande notoriedade internacional e em poucos anos ela se estabeleceu como uma arquiteta de renome mundial.

Na década de 1970 integrou o movimento desconstrutivista, tendo estudado na Architectural Association em Londres, e trabalhado no recém formado Escritório de Arquitetura Metropolitana (OMA), do arquiteto  Rem Koolhaas.

 No entanto, Hadid logo se tornou independente, abrindo seu próprio escritório de arquitetura em Londres em 1980, com uma clara vontade de experimentar. Em 1983 ela já havia vencido seu primeiro concurso, com um projeto futurista de pesquisa e design para o The Peak Leisure Club em Hong Kong. Nos primeiros desenhos menos conhecidos de Hadid, podemos ver a planta de uma cartografia urbana; uma visão estratificada e quase geológica da vida moderna¸demosntrando a experimentação de novas técnicas de pesquisa e investigação.

Sua visão inovadora foi confirmada na célebre exposição “Desconstrutivismo na Arquitetura” no Museu de Arte Moderna de Nova York em 1988, da qual Hadid participou ativamente ao lado de Frank Gehry, Daniel Libeskind e muitos outros membros desse movimento de vanguarda. A partir de então, Hadid combinou seu trabalho de arquitetura e design com uma cátedra permanente na prestigiosa Escola de Designde Harvard. Essa combinação fornece uma chave para entender tanto suas raízes formativas na vanguarda quanto sua complexa personalidade artística e intelectual.

Zaha Hadid tornou-se amplamente reconhecida por seus edifícios futuristas – feitos de materiais, como aço, concreto e vidro – que eram caracterizados por suas impressionantes curvas e formas geométricas. As inovações arquitetônicas de Hadid levaram ao seu apelido de “Rainha da Curva”, um dos muitos elogios que Hadid ganhou ao longo de sua carreira de quase três décadas.

Dentre os seus principais projetos, podemos destacar:

Vitra Fare Station

Primeiro complexo de prédios desenhado por Zaha em 1993

Maxxi Museum Museu de Arte Contemporânea de Roma

Primeiro edifício de estilo contemporâneo construído no centro histórico da cidade, sua estrutura é uma mistura de concreto, ferro e vidro.

Centro Aquático de Londres

O design do edifício foi inspirado pela forma da água em movimento. Em sua estrutura o vidro tem grande destaque.

Guangzhou Opera House

A fachada é feita de granito e vidro e é sustentada por uma estrutura de aço.

Centro Heydar Aliyev

Situado em Baku, capital do Azerbaijão, este centro cultural foi construído em 2012 para simbolizar a modernização e o desenvolvimento do país.

“É um obstáculo triplo, sou mulher, o que é um problema para muitas pessoas, sou estrangeira – outro problema. E eu faço um trabalho que não é normativo, que não é o que eles esperam. Fica difícil.”

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LINA BO BARDI:
Grandes Mulheres da Arquitetura

Considerada uma das mais proeminentes arquitetas modernistas, e sua obra é apreciada por sua simplicidade, adesão ao modernismo e profunda contemplação sobre as maneiras pelas quais a arquitetura também pode refletir o comum, o popular e o artesanal como parte intrínseca de uma cultura contemporânea.

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Home Tipos de Vidro

Por que o vidro laminado?

Por que o
Vidro Laminado?

O vidro laminado vem sendo escolhido para os mais diversos projetos residenciais e comerciais em função das suas diversas características.

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VIDRO CERTO

Tempo de leitura: 5 minutos

Podemos citar que o principal motivo para avaliar o seu uso vem da necessidade de segurança na aplicação. A normatização brasileira indica o uso de vidros laminados em todas as aplicações onde existe o risco de queda com o rompimento do anteparo de vidro. Ou seja parapeitos, de até 1,10m de altura, escadas entre outras aplicações que apresentem riscos como coberturas.

Por ser o vidro mais indicado para garantir a segurança dos usuários em diversas aplicações muitas vezes não percebemos todos os benefícios que o vidro laminado oferece aos usuários
Podemos dizer que a principal característica dos vidros laminados é se manter Apesar de muitas vezes ser visto como um produto que precisa de um investimento maior quando comparado a um vidro comum ou temperado. Como veremos abaixo, os benefícios de se ter um vidro laminado são inúmeros, por isso é chamado de Vidro de Segurança.

Benefícios do Vidro Laminado:

• Manutenção do fechamento dos vãos até a substituição evitando acesso de pessoas, animais e entrada de água, vento e outros faturas da natureza;


• Maior resistência a vandalismo e invasão;


• 99% da redução de raios UV que danificam móveis, madeiras, tecidos e mesmo o conforto de usuários;


• Redução de ruídos entre ambientes por ser uma composição de chapas de vidro e uma película em espessuras iguais o vidro laminado tem maior eficiência para reduzir ruídos. Existem laminados específicos para este fim.

O vidro laminado ainda oferece ao consumidor uma série de opções para atender seus projetos como:

• Design / Decoração: Diversas cores e padrões;


• Resistência: Diversos tipos de combinações de vidros e películas levando a resultados distintos na resistência de simples retenção até a blindagem;


• Resistência ao fogo: Com películas especiais o laminado pode ser resistente ao fogo;


• Eficiência Energética: Combinação com vidros refletivos adicionando eficiência.

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Fachada amiga dos pássaros

Fachada amiga dos pássaros

Como reduzir colisões

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VIDRO CERTO

Tempo de leitura: 10 minutos

Você já ouviu falar em colisões de pássaros em edifícios? Pode até ser que você tenha presenciado um pequeno pássaro bater na janela da sua casa ou na fachada envidraçada do seu local de trabalho. A verdade é que isso acontece há muito tempo e, felizmente, é um tema que vem ganhando destaque entre especialistas de diversas áreas. Biólogos, veterinários, arquitetos, políticos, construtores e, naturalmente, nas indústrias de materiais.

O desejo de estar conectado com o exterior, usufruir de iluminação natural, dentre outros benefícios proporcionados pelo vidro, podem e devem estar em harmonia com a natureza, em especial com a segurança dos pássaros.

É sabido que, em muitos casos, as colisões de pássaros em vidros ocorrem pelo animal não perceber o material, devido a sua transparência ou ser atraído pelo reflexo de ambientes naturais (árvores, fontes de água ou alimento), nas áreas envidraçadas ou mesmo pela reflexão do céu. A luz artificial de ambientes internos também é problemática para algumas espécies.


No Brasil temos poucas pesquisas sobre as colisões de pássaros com edificações, mas baseados em documentos internacionais, grupos de pesquisadores e interessados começam a discutir e estudar soluções mais adequadas para o país; avaliando a interferência do clima, as particularidades das espécies de aves brasileiras, nossa arquitetura e possíveis caminhos normativo/legislativo.


Não há dúvidas que o vidro oferece inúmeros benefícios não encontrados em outros materiais: o bem-estar gerado pela luz natural, sensação de amplitude, contato com o exterior e até mesmo ganhos para a saúde. 
Na arquitetura, o vidro possibilita muitas soluções estéticas, além de proporcionar segurança, conforto térmico e acústico aos usuários da edificação.

Diante desse cenário devemos conciliar os benefícios ao ser humano e evitar os acidentes com as aves, assim elencamos algumas sugestões de mitigação de colisões de pássaros em vidro:

Ao projetar uma construção, procure avaliar o seu entorno e saber se é uma área de habitação de aves. Evite que o reflexo no vidro atraia os pássaros. Vidros com baixa reflexão são sempre mais recomendados e posicionando de forma a não refletir a vegetação ainda melhor;

Arco

Evitar vãos com transparência ou reflexo que pareçam passagens naturais. 

Atenção com quinas de edifícios de vidro, são locais que merecem atenção pois os pássaros podem não perceber o vidro

Guarda-corpos e
muros de vidro...

 também devem ser pensados utilizando padrões que os pássaros consigam enxergar. Recomendamos usar a película da laminação com padrões ou serigrafia a quente pois não precisam de manutenção.

Outras opções possíveis de design da fachada seriam a instalação de brises, que podem ser de vidro ou não e cobogós.

Brises de vidro. Fonte: Galeria da Arquitetura

Cobogós. Fonte: Galeria da Arquitetura

 

Ainda durante o projeto é fundamental pensar na especificação de vidros, pois caso não seja feita, além de aumentar as chances de colisão, é bem difícil que após a finalização da obra, os vidros sejam trocados. Existem diversas opções para os vidros a serem instalados:

  • Vidro serigrafado – é uma solução definitiva. Deve-se sempre usá-lo na face 1 (exterior) para que o reflexo do vidro não interfira na visão da serigrafia, não deixando áreas transparentes maiores que 5cm x 10cm.
  • Vidro texturizado – possui textura na sua massa, o que aumenta a sua visibilidade e diminui a transparência;
  • Vidro acidato – (tratamento à base de ácido), pode também ter um desenho ou ser totalmente fosco;
  • Vidro com coating UV (UV coated glass) – sem interferência visual para o ser humano, porém com barreira para as aves.

Vidro texturizado. Fonte: Galeria da Arquitetura 

 

 

Vale ressaltar que pesquisas concluíram que adesivos com formato de pássaros não foram eficazes na mitigação de colisões. Por outro lado, a colocação de árvores/plantas próximas às áreas envidraçadas, pelo lado de fora, pode ajudar a evitar as colisões pois os pássaros tendem a parar nestas árvores não se aproximando do vidro. O ideal é que fiquem a menos de 1 metro dos vidros.

Para construções prontas, caso não seja possível a troca do vidro, podemos considerar a aplicação de películas. Fique atento ao espaçamento entre os elementos decorativos, pois ele deve ser limitado a 5 centímetros.

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VIDRO CERTO

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Arquitetura Neuroarquitetura Vidro

Neuroarquitetura e o Vidro

Neuroarquitetura
e o Vidro

A neurociência é a ciência que estuda o sistema nervoso e suas funcionalidades. Sabe-se que os primeiros padrões de escolha são formados ainda na primeira infância. De um modo geral tudo está correlacionado.

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VIDRO CERTO e GRAZIELLA AGUIAR

Tempo de leitura: 5 minutos

O vidro é um dos elementos que vêm ganhando espaço nas construções, pela sociedade reconhecer seus diversos benefícios, mesmo sendo algumas vezes de forma empírica onde preferimos o vidro sem saber explicar exatamente os motivos que nos levam a esta preferência.

Neste documento vamos focar o uso em edificações, mas o vidro usado em vasilhames e utensílios também se diferencia de outros produtos, por prover sensações únicas para os usuários.

Veja: Vidro para vidrados no mundo https://www.youtube.com/watch?v=8bwGpiGmI4Y&t=5s

Para saber mais sobre Neuroarquitetura conversamos com a Graziella Aguiar, arquiteta e professora do curso de Neurociência e Arquitetura na Faculdade Bellas Artes de São Paulo. 

1. Como a Neuroarquitetura está diretamente ligada aos 5 sentidos? 

Costumo dizer que o sistema sensorial é o nosso radar. São os nossos sentidos que coletam todas as informações do ambiente que estamos para que nosso cérebro as analise e prepare uma resposta ou ação adequada. 

De maneira geral, nossos sentidos nos conectam com o mundo que habitamos, e a neurociência está interessada em desvendar os comportamentos resultantes dessa interação entre o homem e o espaço que vive. 

2. Por que aplicar a Neuroarquitetura na concepção dos projetos? 

A arquitetura coleta na neurociência informações para melhorar a experiência do seu usuário. Ou seja, a partir do conhecimento dos estímulos que o ambiente causa no indivíduo, o projeto passa a ter um propósito que vai além da interação primária, o arquiteto que projeta consciente dos efeitos que o projeto causa no usuário, está interessado não somente no bem-estar instantâneo, mas como a experiência do ambiente ficará na memória do indivíduo. 

Ao escolher um material ou definir um layout, o arquiteto se preocupa em como seu cliente poderá se adaptar fisiologicamente melhor no espaço projetado. 

3. Você poderia dar algumas dicas para aplicar a Neuroarquitetura na decoração? 

Tento passar para meus alunos a importância de conhecer o indivíduo para quem projeta, saber como aquele organismo interage com o mundo, o que ele traz de sinais que mostram suas valências positivas ou negativas ao interagir com determinados estímulos. Principalmente, é importante entender quais são as memórias que trazem bem-estar e aquelas que o deixam desconfortável. Eu sempre indico começar pela análise cultural e territorial do usuário, que condições climáticas e sobre quais influências culturais esse indivíduo formou seus padrões e como seria possível atingir uma interpretação positiva do espaço experienciado. 

4. Você desenvolveu o curso Neurociência e Arquitetura. De onde surgiu essa ideia? 

Meu primeiro contato com a Neurociência aplicada na arquitetura foi em um debate informal com arquitetos nos EUA. Quando voltei para o Brasil, procurei saber mais sobre o assunto, tive grande influência de arquitetas que já aplicavam esses conceitos na arquitetura comercial e hospitalar, mas queria ainda uma ferramenta que também pudesse atingir a área residencial. Na época ainda não existia cursos sobre o assunto em São Paulo. Foi então que decidi fazer um mestrado para pesquisar sobre o tema. Durante o mestrado montei o curso como parte do meu programa de estudo e ofereci para a faculdade. Para minha grata surpresa, foi incluído na grade extracurricular. 

O vidro e a Neuroarquitetura

Com a neurociência nós entendemos que projetamos considerando os estímulos sensoriais que os materiais provocam no usuário.  

Todo usuário tem uma relação íntima com cada material, e de acordo com a sua experiência o julga bom ou ruim.  

O vidro, por exemplo é um material que pode nos ajudar na criação de uma atmosfera de bem-estar. Ele conecta o exterior ao interior, em aberturas por exemplo, que espalham as correntes de ar natural e garantem a luminosidade.  

Em termos históricos o vidro sempre foi um material considerado nobre e utilizado desde tempos remotos. Historiadores consideram que as primeiras janelas com o material datam de 3000 anos atrás. Já os primeiros vitrais surgiram na Europa no século X. A utilização dos vitrais por parte da Igreja Católica, para além de retratar passagens bíblicas, também servia para criar uma atmosfera de devoção, pelo fato de que a luz natural que adentrava nas catedrais simulava a presença de Deus.  

Nos dias atuais, com o desenvolvimento tecnológico, uma das principais preocupações da indústria vidreira, no geral, é a otimização do material em todos os tipos de utilização. Segurança, conforto térmico e acústico, estética e eficiência energética. Por ser um material cem por cento reciclável, a utilização em outros processos produtivos também faz parte da cadeia industrial.  

Ou seja, o vidro estimula a conexão com o passado, a performance do presente e a previsão de um futuro sustentável.  

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VIDRO CERTO e GRAZIELLA AGUIAR

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Vidro

Os benefícios do vidro

Benefícios do Vidro

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VIDRO CERTO

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O vidro é um dos elementos que vêm ganhando espaço nas construções, pela sociedade reconhecer seus diversos benefícios, mesmo sendo algumas vezes de forma empírica onde preferimos o vidro sem saber explicar exatamente os motivos que nos levam a esta preferência.

Neste documento vamos focar o uso em edificações, mas o vidro usado em vasilhames e utensílios também se diferencia de outros produtos, por prover sensações únicas para os usuários.

Veja: Vidro para vidrados no mundo https://www.youtube.com/watch?v=8bwGpiGmI4Y&t=5s

Edificações envidraçadas e suas contribuições sociais e econômicas

Passamos entre 60% e 80% de nossas vidas dentro de edificações e por isso a forma que estas atendem nossos anseios impactam profundamente nossa felicidade, produtividade e até a saúde.

Estudos mostram que…

  • Qualidade de vida, felicidade e sensação de bem-estar;
  • Saúde (e cura);
  • Capacidade de aprender em estabelecimentos de ensino;
  • Produtividade durante o trabalho.

… são impactados por:

  • Acesso e controle de incidência da luz natural;
  • Estabelecimento de ligação entre o ambiente interno e o externo proporcionando uma conexão com visual do mundo natural e ambiente que nos certa;
  • Controle da temperatura, raios solares e proteção sonora mantendo conexão visual (externa ou entre ambientes e pessoas);
  • Proteção contra ações da natureza ou causadas pelo homem e animais como vento, chuva, fumaça, fogo ou até invasão, vandalismo ou ameaça;
  • Forma de expressão pessoal e arte incluindo uso em fachadas e interiores.

Coletamos aqui algumas dos benefícios de uso de vidro para a sociedade

SAÚDE

Pesquisas demonstram que o acesso à luz do dia fornece: uma redução no tempo médio de internação hospitalar, recuperação pós-operatória mais rápida, reduz requisitos para o alívio da dor, recuperação mais rápida da doença depressiva além de ser facilmente desinfetante mantendo a limpeza dos ambientes.

Educação

Em edifícios educacionais, o acesso à luz do dia resultou na melhora do desempenho acadêmico, comportamento, calma e foco dos alunos.

Trabalho

Vários estudos identificaram uma preferência por trabalhar perto de janelas e sob condições que utilizam totalmente a luz natural em vez da artificial.

BEM-ESTAR

Residências, edificações públicas em geral reportam que usuários tem uma melhor sensação de bem estar quando estão em ambientes expostos à luz do dia e com conexões com o mundo exterior. Shoppings centers e o comércio o tendem a oferecer ambientes com luz natural e acesso ao ambiente exterior pois o bem estar reflete em melhora em suas vendas.

ENERGIA

Mais recentemente o vidro vem ganhando espaço na geração de energia sendo parte importante dos sistemas de geração solar fotovoltaico, aquecimento de água e concentração de calor(espelhos) para diversos fins.

Podemos dizer que vidro em ambientes está relacionado ao desenvolvimento da sociedade e do bem-estar do indivíduo buscando manter suas conexões originais com o ambiente esterno e oferecendo conforto e segurança.

Descoberto a 7.000 anos, segue se desenvolvendo… Novas técnicas de produção do século XX reduziram o custo pela produção popularizando o produto que ganhou espaço e notoriedade em edificações de todo o mundo.

Diversas formas de uso e novas tecnologias vem sendo adicionadas para auxiliar ainda mais na proteção, conforto, bem-estar, eficiência energética, sustentabilidade das construções e sua integração com o meio ambiente.

Já estão disponíveis vidros que controlam a incidência de sol e calor, afastam o frio, protegem da poluição sonora, evitam o alastramento de fogo, autolimpantes, resistente a riscos, que evitam reflexo e várias outras características além de ser infinitamente reciclável reduzindo o impacto ao meio ambiente.

E O FUTURO?

Com o aumento do uso, novas oportunidades e possibilidades se apresentam! Ainda tem muito a desenvolver! Esperamos em breve o aumento do uso de vidros fotovoltaicos que geram energia elétrica diretamente nas fachadas (imagina a área disponível para isso) e se integram mais com ambientes naturais e a fauna reduzindo o impacto do homem e habitações na natureza.

Vemos o vidro como o material do futuro nas edificações integrando o homem e a natureza de forma mais eficiente que qualquer outro material.

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Arquitetura Projetos

Omotesando: A rua de vidro

Omotesando: A rua de vidro

Passeie conosco para conhecer alguns dos prédios mais fabulosos do mundo.

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VIDRO CERTO

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O vidro oferece  formas para fachadas de edifícios incríveis em todo o mundo, mas essa avenida de Tóquio levou essa máxima para outro patamar. Omotesando é uma avenida de Harajuku (bairro de Tóquio). Apesar de repleta de árvores essa não é a principal atração o que realmente se destaca são os exemplos mais incríveis de arquitetura moderna que fizeram do vidro seu grande aliado chamando a atenção de turistas e amantes da arquitetura do mundo inteiro.

A avenida é o lar das construções incríveis que são um roteiro à parte na cidade. É possível encontrar projetos dos maiores escritórios de arquitetura do mundo que ousam com materiais diversos, mas sempre contando com todas as qualidades do vidro.

Audi Forum

O formato dessa construção é uma das que mais chama a atenção de quem passa. Também chamado de “iceberg”, esse prédio desafia a gravidade com pontas angulares que lembram muito o formato natural de um iceberg no meio da cidade e que cresce para o céu.

Essa tecnologia é chamada DPG (Dot Point Glazing ou spider glass), que permite a estruturação de uma fachada exterior sem uma estrutura externa ao vidro para sustentá-lo. É a mesma tecnologia usada na famosa pirâmide do Louvre, em Paris.

O projeto é assinado pelo escritório Creative Designers International, sediado em Tóquio, mas com projetos no mundo inteiro.

Dior

É uma construção imponente, seus 4 andares de alturas irregulares parecem na verdade 8. O prédio  é dividido entre andares de loja e espaços utilitários para  shows e eventos diversos.

As grandes placas que externas da fachada  são de vidro e com acrílico por dentro resultando em  uma atmosfera suave . Essa dualidade dos revestimentos permite que o vendo circule ao redor do edifício

O projeto é assinado pelo escritório SANAA dos premiados arquitetos Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa.

Gyre

Ao lado do prédio retangular da Dior, fica o Gyre.

Muito diferente do projeto vizinho, esse edifício é composto por  módulos em diferentes sentidos, terraços e áreas internas com grandes janelas de vidro que trazem uma ideia de movimento.

Literalmente, aliás, o nome “Gyre” vem de girar ou seja, torcido ou espiral.

Uma grande sacada do projeto é que seus vários “blocos” permitem uma grande flexibilidade interna sem alteração da fachada externa.

O projeto é assinado pelo escritório holandês MVRDV, fundado em 1993 em Roterdam.

Prédio da tod

O prédio é em formato de L com uma fachada que envolve o prédio com suportes de concreto se entrecruzando com o vidro em várias direções e formas, estrutura inspirada na natureza, em figuras como a rede que se forma a partir dos galhos de árvores da calçada da rua.

O projeto é assinado pelo arquiteto Toyo Ito, quem, com esse projeto, foi premiado em 2013 com o Pritzker, um dos maiores prêmios da arquitetura contemporânea.

Prada

Essa é a loja principal da Prada no Japão. É um prédio de seis andares e cinco  fachadas  composta  por vidros tridimensionais em formato de diamante, o que traz uma visão de fascínio e conforto ao olhar e a  experiência é ainda mais impressionante para quem esta no interior da loja.

Esses painéis são descritos por Herzog, um de seus criadores, como “um dispositivo óptico interativo”, pois a curvatura do vidro “parece se mover conforme você anda ao redor dele. Isso cria consciência sobre a mercadoria e a cidade – há um intenso diálogo entre os atores”, segundo o arquiteto, para o qual, a vista da cidade é tão importante quanto a mercadoria que está sendo adquirida.

O projeto é assinado pelo escritório suíço Herzog & Meuron, também ganhadores do Prêmio Pritzker.

Cartier

Uma construção um pouco menos inovadora do que seus vizinhos, o prédio da Cartier, ainda assim chama a atenção pelas grandes janelas de vidro nos dois andares dessa loja de esquina.

O projeto é assinado por Bruno Moinard e Jun Mitsu & Associados.

Hugo Boss

A loja da marca alemã traz um formato peculiar: a construção lembra  torres de castelos com sua forma circular e muito alta que mescla colunas de concreto na diagonal com janelas de vidro que impressionam.

O projeto é assinado pelo renomado arquiteto japonês Norihiko Dan, conhecido por suas estruturas que desafiam a gravidade.

Sunny Hill

Externamente, é possível ver várias estruturas de madeira (hinoki, cipreste japonês) que constituem a fachada dessa loja taiwanesa de sobremesas, porém internamente grandes placas de vidro propiciam uma melhor visibilidade, iluminação e  conforto ao cliente e visitante.

Mais de 5.000 metros de faixas de hinoki foram usadas nessa incrível fachada entrecruzada!

O projeto é assinado pelo famoso arquiteto Kengo Kuma.

COACH

O prédio dessa loja de acessórios conta com uma fachada se constitui de vários boxes modulares de vidro que formam uma espécie de mosaico cristalino.

O projeto foi assinado pelo escritório OMA, que usa e abusa das qualidades do vidro como aliado em seus projetos.

Tokyu plaza

Uma das construções mais impressionantes da Omotesando é a entrada do shopping Tokyu Plaza.

O prédio mescla longas vitrines de vidro com terraços muito interessantes, mas a parte mais impressionante dessa construção é a escada da entradacercada por uma sequência de espelhos que formam uma espécie de caleidoscópio gigante interagindo com os frequentadores.

E, é claro, é o ponto mais instagramável da rua.

O projeto é assinado pelo arquiteto Hiroshi Nakamura e NAP, que assinam projetos incríveis no mundo inteiro.

 

Como vimos , o vidro  ajuda a construir projetos cada vez mais ousados e marcantes, valorizando tanto o interior quanto o exterior das edificações!

Conte-nos qual foi o seu projeto favorito?

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Referências:

https://arquitecturaviva.com/works/edificio-dior-en-omotesando-tokio-0

https://architecturetokyo.wordpress.com/2017/06/18/2003-dior-omotesando-sanaa/

https://www.gotokyo.org/en/destinations/western-tokyo/aoyama-and-omotesando/index.html

Omotesando – The World’s Best Outdoor Modern Architecture Museum

https://www.amusingplanet.com/2015/02/the-architectural-grandeur-of.html

https://showcase-tokyo.com/2021/07/13/omotesando-architecture-walk-glasses-english/

https://www.mvrdv.nl/projects/105/gyre

https://whenin.tokyo/SunnyHills-Aoyama

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O vidro nos Hospitais

O Vidro nos Hospitais

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A importância da luz para a saúde

Tempo de leitura: 5 minutos

Você provavelmente já ouviu falar da importância da luz solar na nossa vida, mas você sabia que o acesso à luz natural pode ajudar no tratamento de pacientes internados?

Além das observações populares, alguns estudos realizados por pesquisadores constataram que pacientes internados com maior acesso à luz natural tiveram uma redução significativa em seus tempos de internação.

Em 2006, um estudo realizado pela Ph.D. Anjali Joseph com financiamento da Robert Wood Johnson Foundation, na Califórnia, concluiu que a exposição adequada à luz é essencial para a saúde e bem-estar tanto dos pacientes internados quanto para os profissionais da saúde que os acompanham.

Nesse estudo, os pesquisadores puderam observar que os pacientes com enfarto do miocárdio acompanhados em tratamento ficavam em média 2,3 dias internados em quartos claros enquanto pacientes internados em quartos escuros aumentavam essa média ara 3,3 dias internados.

Outro estudo, de 2014 realizado na Inglaterra pelo prof. Dr. David Strong também observou o mesmo padrão revisando outros estudos independentes: uma correlação entre o acesso o paciente à luz natural e uma redução considerável no seu tempo de internação no hospital, com recuperação pós-operatória mais rápida além do fato de que esses pacientes fizeram menos uso de medicamentos analgésicos.

Um terceiro estudo realizado em dois hospitais de Seul, na Coréia do Sul pelos pesquisadores Ju-Yoon Lee e Kyoo-Dong Song, constatou que os pacientes internados nas alas sul, com maior incidência de luz solar, puderam se recuperar mais rápido do que os pacientes que ficaram em recuperação nas alas norte, onde a incidência de luz solar era menor durante os dias.

As diferenças observadas entre a recuperação dos pacientes nas alas variam de acordo com cada motivo de internação, mas as médias dos hospitais demonstraram que os pacientes se recuperaram em média, entre 8% e 19,84% mais rápido nas alas com maior incidência de luz solar!

Com essas observações, os três estudos apontam para a importância da arquitetura hospitalar e da incidência de luz solar na recuperação dos pacientes, o que tem implicações variadas, tanto na parte financeira para o próprio hospital diminuindo os custos de internação, quanto os inúmeros benefícios de saúde observados no paciente.

E como parte essencial da arquitetura de um modo geral (e agora, como você sabe, também da arquitetura hospitalar!), o vidro pode trazer ainda mais benefícios para o hospital e as pessoas que por ele circulam!

Listamos abaixo algumas das diferentes aplicações e variedades de vidro que podem ser aliadas ao bem-estar e arquitetura hospitalar:

APLICAÇÕES

Em Fachadas

O vidro traz diversas qualidades para a fachada de hospitais, não só iluminação natural, veja a seguir algumas outras que listamos:

• Iluminação natural – já observada cientificamente, auxilia na recuperação do paciente e no bem-estar dos funcionários

• Estética – o vidro transmite modernidade e elegância, passando confiança aos pacientes e familiares

• Eficiência energética – com maior incidência de luz natural, a necessidade de luzes artificiais cai e ambientes de uso comum acabam economizando energia.

• Sensação de amplitude – a aplicação de vidro nos ambientes traz uma sensação de amplitude para ambientes menores e, conforme o vidro escolhido, não deixa de trazer privacidade

• Isolamento acústico – o vidro ajuda a isolar acusticamente os ambientes, contribuindo para maior privacidade dos pacientes e seus familiares.

• Conforto – o uso de vidro nos quatros e salas de hospitais, como visto acima, traz maior amplitude de visão, iluminação natural e uma sensação de liberdade e segurança ao poder se ver o céu, o que traz uma sensação de maior conforto ao paciente e seus familiares

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SEGURANÇA

O uso de vidros de segurança temperados e laminados em ambientes de grande circulação ou onde possa haver impacto de pessoas como em escadas, sacadas, elevadores e passadiços trazem maior segurança para quem circula no hospital sem que percamos a elegância e o conforto do projeto arquitetônico.

PRIVACIDADE

Existem muitos modelos de vidros que podem ajudar na privacidade do paciente e dos trabalhadores. Inclusive, trazemos uma tecnologia muito interessante para os momentos necessários.

• Os vidros eletrocrômicos – possuem tecnologia que possibilita interagir com a corrente elétrica através de condutores e assim mudar de cor ou continuar transparente como em seu estado natural – podem trazer privacidade nos momentos em que são necessários, pois mudam sua transparência e cor com o tocar de um interruptor ou até mesmo ligado à incidência de luz natural que recebe (se programado para isso, claro)

• Isolamento acústico – vidros laminados ou insulados permitem a redução de som entre ambientes sem perder a visibilidade nem a sensação de amplitude e acesso à luz natural que são tão benéficos.

HIGIENE

Por ser liso e inerte, o vidro facilita a limpeza e higienização dos ambientes hospitalares, sendo uma ótima solução para portas e revestimentos de paredes de modo geral.

Como você pode ver acima, são inúmeros os ganhos de pacientes e toda a equipe hospitalar quando o hospital é bem iluminado e recebe raios solares! E para manter tanto a elegância, privacidade e saúde, o vidro é o melhor aliado dos arquitetos e equipe hospitalar!

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Referências:

The Impact of Light on Outcomes in Healthcare Settings. Anjali Joseph, Ph.D, disponível em: https://bit.ly/3djGZW8

Daylight benefits int healthcare buildings. Prof. DTG Strong, disponível em:  https://bit.ly/3dld28j

The Daylighting Effects in Hospital for Healing Patients. Ju-Yoon Lee e Kyoo-Dong Song, disponível em: https://bit.ly/2Q50hG0

 

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Aplicações de Vidro

Piscinas de Vidro

PISCINAS DE VIDRO

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VIDRO CERTO

Tempo de leitura: 5 minutos

Cada vez mais presente nas redes sociais, as piscinas de vidro têm ganhado popularidade por trazer leveza e sofisticação para as construções, além de integrar áreas externas e internas de um empreendimento com muito estilo.

Piscinas de vidro podem valorizar o imóvel de diversas maneiras: integrando os ambientes cobertos e ao ar livre do imóvel, com a natureza ao redor, e até mesmo trazendo o elemento surpresa para os ambientes.

As aplicações do vidro

O vidro pode ser usado na piscina tanto nas paredes, bordas infinitas que se integram ao horizonte, quanto no fundo transparente nas piscinas suspensas.

Para suportar a pressão hidrostática, normalmente são usadas placas de vidro multilaminados calculadas por especialistas para cada situação para garantir a segurança da estrutura e dos seus usuários.

E, como em toda boa obra, investir em profissionais especializados é muito importante para a segurança da construção dessas piscinas. Aqui no Portal Vidro Certo você pode encontrar os melhores fabricantes especialistas em vidro para garantir o material de qualidade para isso.

Para apreciar a vista

Uma boa dica para começar a planejar sua piscina de vidro é pensar no ambiente externo ao qual você pretende integrar a piscina: se a vista for para o mar, pense em investir em vidros em tons mais azulados para harmonizar com o azul do mar; já se a vista for para vegetação, vidros com tons mais esverdeados podem trazer maior integração com o exterior!

É possível também especificar acabamentos de superfície que valorizem ainda mais o brilho e a resistência à sujeira que facilitem a manutenção da sua piscina.

Pense também numa iluminação que valorize sua piscina: tanto pela luz natural quanto pela artificial para trazer luminosidade à noite a todo o ambiente.

Investir em uma boa iluminação para a piscina de vidro pode potencializar a sofisticação e beleza do projeto.

Vidro não é a mesma coisa que fibra de vidro!

Para muitas pessoas, pode parecer óbvio, mas é sempre bom lembrar que a fibra de vidro é uma matéria-prima para produção de materiais compósitos, estes, muitas vezes aplicados em barcos, painéis de carro e cadeiras, por exemplo. Normalmente as piscinas feitas com fibra de vidro são opacas, mais leves e com custo menor, trazendo uma ideia e finalização completamente diferentes de um projeto de uma piscina de vidro.

ALGUMAS INSPIRAÇÕES

Piscina-de-Vidro-pequena-com-borda-de-madeira-foto-pinterest

Borda

Uma borda de vidro na piscina valoriza mesmo um pequeno projeto como na foto abaixo “transbordando” para todo o ambiente. 

Piscina-de-Vidro-funciona-como-incrível-cobertura-de-madeira-foto-pinterest

Fundo de vidro

O fundo de vidro de uma piscina desperta a curiosidade de passantes e pode causar uma emoção diferente aos seus usuários além de criar ambientes únicos que ficarão na memória (e no Instagram) de seus usuários. São ótimas opções para hotéis e atrações turísticas para ser uma referência como nos exemplos abaixo. 

Imagem mostrando uma piscina de vidro construída para o lado de fora de uma edificação com uma pessoa nadando no meio.

Paredes de vidro

Paredes de vidro integram a piscina a ambientes internos permitindo iluminação natural e dinamismo aos ambientes. Piscinas com vidro podem acrescentar muito ao projeto arquitetônico, valorizando ambientes e a experiência de seus usuários

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